Saber onde estamos, para saber onde queremos chegar.
“Se queres ser universal, canta a tua aldeia”
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HENGEMÜHLE, Adelar. Gestão de ensino e práticas pedagógicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
CARROL, Lewis. Alice nos País das Maravilhas. Editora Arara Azul, eBooksBrasil – tradução de Clélia Regina Ramos
Sem planejamento ninguém vai a lugar nenhum” essa frase de Smole que consta mais de uma vez no texto de Adelar, o arco de Maguerez, e as convicções de Perrenoud de que o ideal seria substituir a lista de conteúdos por uma lista de problemas, nos remete a Lewis Carrol, em Alice no país das maravilhas, vamos trazer o exemplo para os tempos atuais, digamos que, no centro de São Paulo, ligue para um amigo e pergunte: Como faço para chegar até você?. A primeira frase que ele diria provavelmente seria esta: Onde você está agora?.
Quem nos diz onde estamos, do ponto de vista do planejamento? O projeto político pedagógico é um mapa de conceitos e objetivos, mas não nos diz onde estamos. A confecção do plano de estudos pode sim, nos aproximar mais dessa resposta, pois se, o projeto político pedagógico é como um script de uma peça de teatro, o plano de estudos poderia ser comparado ao primeiro ensaio.
Entre os objetivos dos projetos políticos pedagógicos, talvez o mais importante seria fornecer ferramentas à instituição de ensino que ajude na formação de cidadãos críticos, capazes, competentes, habilidosos, enfim, que permita ao cidadão que foi submetido aquele projeto político pedagógico, depois disso, tenha condições de identificar, compreender, refletir, comparar, argumentar e aplicar.
Porém para que isso venha a acontecer, e aqui independe da qualidade desse projeto, plano de estudo e plano de trabalho, a primeira coisa é identificar “onde estão essas pessoas” que serão submetidas a esse conglomerado de teorias intencionalmente elaboradas, onde estão, e
quem são, neste caso, são perguntas que precisam ser fundidas numa única questão, quando fazemos isso estaremos contextuali-zando, identificando formas de pensar e de agir, gostos, cores, gestos, palavras, credos, enfim o contexto cultural ligado ao sujeito que “sofrerá a ação do projeto político pedagógico”, esse primeiro passo, torna-se necessário para que exista abertura do próprio sujeito quanto as pretensões que o projeto político pedagógico traz, a condição básica para que se modifique a própria realidade é querer modificá-la, isso é possível sim, porém, traz esse preceito de compreensão do sujeito, de quem ele é, de como ele pensa, de onde ele está, para saber até onde se pode levá-lo, mas é impossível, se o sujeito não sabe onde está, então pensamos no sujeito como a matéria-prima necessária para aplicação do projeto político pedagógico, que pode ser comparado ao manual de instruções de uma máquina “escola”, e os profissionais da educação aos operários.
Não queremos dizer que não seja importante, nem tampouco desnecessário o projeto político pedagógico, porém, a lógica das teorias mais trabalhadas e principalmente a observação empírica, e nas experiências a que tivemos acesso, fica explicito que um projeto político pedagógico que tenha pretensões de funcionar, primeiro identifique onde está o sujeito que deseja formar, ou seja, as propostas do projeto político pedagógico teriam que caminhar do individual para o coletivo, do municipal para o estadual para o federal, do regional para o global. Queria cochichar aos ouvidos dos pensadores dos projetos políticos pedagógicos, uma frase de Leon Tolstoi “Se queres ser universal, canta a tua aldeia”.
1 Aluno do IV semestre de Pedagogia UNEB campus XVI Irecê-Ba.Quem nos diz onde estamos, do ponto de vista do planejamento? O projeto político pedagógico é um mapa de conceitos e objetivos, mas não nos diz onde estamos. A confecção do plano de estudos pode sim, nos aproximar mais dessa resposta, pois se, o projeto político pedagógico é como um script de uma peça de teatro, o plano de estudos poderia ser comparado ao primeiro ensaio.
Entre os objetivos dos projetos políticos pedagógicos, talvez o mais importante seria fornecer ferramentas à instituição de ensino que ajude na formação de cidadãos críticos, capazes, competentes, habilidosos, enfim, que permita ao cidadão que foi submetido aquele projeto político pedagógico, depois disso, tenha condições de identificar, compreender, refletir, comparar, argumentar e aplicar.
Porém para que isso venha a acontecer, e aqui independe da qualidade desse projeto, plano de estudo e plano de trabalho, a primeira coisa é identificar “onde estão essas pessoas” que serão submetidas a esse conglomerado de teorias intencionalmente elaboradas, onde estão, e
quem são, neste caso, são perguntas que precisam ser fundidas numa única questão, quando fazemos isso estaremos contextuali-zando, identificando formas de pensar e de agir, gostos, cores, gestos, palavras, credos, enfim o contexto cultural ligado ao sujeito que “sofrerá a ação do projeto político pedagógico”, esse primeiro passo, torna-se necessário para que exista abertura do próprio sujeito quanto as pretensões que o projeto político pedagógico traz, a condição básica para que se modifique a própria realidade é querer modificá-la, isso é possível sim, porém, traz esse preceito de compreensão do sujeito, de quem ele é, de como ele pensa, de onde ele está, para saber até onde se pode levá-lo, mas é impossível, se o sujeito não sabe onde está, então pensamos no sujeito como a matéria-prima necessária para aplicação do projeto político pedagógico, que pode ser comparado ao manual de instruções de uma máquina “escola”, e os profissionais da educação aos operários.
Não queremos dizer que não seja importante, nem tampouco desnecessário o projeto político pedagógico, porém, a lógica das teorias mais trabalhadas e principalmente a observação empírica, e nas experiências a que tivemos acesso, fica explicito que um projeto político pedagógico que tenha pretensões de funcionar, primeiro identifique onde está o sujeito que deseja formar, ou seja, as propostas do projeto político pedagógico teriam que caminhar do individual para o coletivo, do municipal para o estadual para o federal, do regional para o global. Queria cochichar aos ouvidos dos pensadores dos projetos políticos pedagógicos, uma frase de Leon Tolstoi “Se queres ser universal, canta a tua aldeia”.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
HENGEMÜHLE, Adelar. Gestão de ensino e práticas pedagógicas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.
CARROL, Lewis. Alice nos País das Maravilhas. Editora Arara Azul, eBooksBrasil – tradução de Clélia Regina Ramos
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